Siqueira Cavalcanti Jr, José Camello Pessoa de

Artigos Genealógicos

José Camello Pessoa de Siqueira
Cavalcanti Junior

Regina Cascão, Rio de Janeiro.

José Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti Junior nasceu em 23 de julho de 1831 na cidade de Pesqueira, província de Pernambuco, e falecido em 1888, na Rua da União, n.7, Recife, Pernambuco.

Pesqueira foi fundada por Manoel José de Siqueira, filho do português e grande fazendeiro Pantaleão de Siqueira Barbosa. Um outro filho de Pantaleão foi o capitão Joaquim Inácio de Siqueira Barbosa, pai dos chamados “Vinte de Pesqueira”, pois de seu casamento (em 05.08.1788, na capela da Pedra, filial da matriz de Garanhuns), com Maria de Jesus Bezerra Cavalcanti houve 20 filhos, a saber:

  1. Pantaleão de Siqueira Cavalcanti
  2. Manoel de Siqueira Cavalcanti
  3. Joaquina de Siqueira Cavalcanti
  4. Ana de Siqueira Cavalcanti
  5. João de Siqueira Cavalcanti
  6. Joaquim Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  7. Maria de Jesus Bezerra Cavalcanti
  8. Antonio de Siqueira Cavalcanti
  9. Teresa de Siqueira Cavalcanti
  10. Maria da penha Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  11. Luiz Francisco de Siqueira Cavalcanti
  12. Francisco Luiz Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  13. Leonardo Bezerra de Siqueira Cavalcanti
  14. Lourenço Bezerra de Siqueira Cavalcanti
  15. José Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  16. Catarina Alexandrina Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  17. Inácio Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  18. Isidoro Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  19. Francisco Lins da Rocha Pessoa de Siqueira Cavalcanti
  20. Luiza Lins da Rocha Wanderley

Como o nome indica, José Camello Junior era filho do 15º filho listado acima, sendo sua mãe Maria da Penha Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque, natural de Cimbres, ela filha do Capitão André Cavalcanti de Albuquerque Arcoverde e Úrsula Jerônima Cavalcanti.

Casou-se, em primeiras núpcias, no Engenho Vicente Campello, então no município de Escada, Pernambuco, em maio de 1857 , com Clementina Elisa Pereira Cascão. O engenho Vicente Campelo era de propriedade do tio materno da noiva,  Manoel Gonçalves Pereira Lima, casado com Eutália Ismênia de Mattos Lima.

Clementina Elisa nasceu em 28 de janeiro de 1841, no Recife, foi batizada em 14 de novembro na Matriz do Corpo Santo e faleceu de infecção palustre aos 35 anos, no Recife, em 21 de agosto de 1876. Era filha de José Gonçalves Cascão e Maria do Espírito Santo Pereira Lima, primos. Neta materna de José Gonçalves Pereira e Rita Florencia de Lima; bisneta, por este lado, de Manoel Gonçalves Cascão e Maria Ferreira, e de Manoel de Araújo Lima e Ana Teixeira Cavalcanti. Neta paterna de Antonio Gonçalves Cascão e Ana Maria de Jesus; bisneta por este lado, dos mesmos Manoel Gonçalves Cascão e Maria Ferreira.

Depois de sete anos de casamento, o casal passa a residir no engenho Riachão do Norte, também na época pertencente ao município de Escada, mas depois, por redifinição administrativa, ao município de Amaraji e depois ainda, ao de Cortês. Consta que a casa-grande do Riachão do Norte não era muito confortável, e o acesso até lá, bastante precário. Assim, em 1871, mudam-se para o engenho Caeté, onde José Camello permanece a maior parte de sua vida.

Do casamento com Clementina Elisa, houve os seguintes filhos:

  1. José Pessoa de Siqueira Cavalcanti Neto.
    Nascido em 19 de janeiro de 1861. Bacharel em Direito, era Promotor na cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul. Lá morreu de febre tifóide em 08.12.1887, aos 26 anos, uma semana antes da data do casamento, quando já estava nomeado Juiz de Direito para a cidade de Santa Vitória, Rio Grande do Sul.
  2. Nestor de Siqueira Cavalcanti
    Nascido em 05 de janeiro de 1863 e falecido em 12 de abril de 1895, na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Nestor era médico, diplomado em 20.04.1888 na Bahia. Como médico do exército, foi baleado no ventre durante a Revolução federalista, quando socorria um soldado ferido, ao lado dos então tenentes Gil de Almeida (que foi comandante da região militar do Rio Grande do Sul em 1930) e Thompson Flores. Casou-se em 1890 em Rio Pardo, Rio Grande do Sul, com Maria de Siqueira Coutinho, a Mariquinhas, n. 13.10.1869, e falecida em 02.04.1959, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, filha do médico Dr. Laurindo José de Siqueira Coutinho e Matilde de Siqueira Coutinho Filhos:
    2.1 – Armando Nestor Cavalcanti, com geração.
    2.2 – Graziela de Siqueira Cavalcanti, com geração.
  3. Arthur de Siqueira Cavalcanti
    Nascido em 31 de dezembro de 1864, no engenho Riachão do Norte, Escada, Pernambuco, e falecido em 07 de agosto de 1918, de infecção tísica, na rua da Matriz, Recife, Pernambuco, sepultado no Cemitério Santo Amaro.
    Foi proprietário da Usina Pedrosa, em Amaraji, Pernambuco, que passou aos filhos. Foi também senhor dos engenhos Tapera, em Ipojuca, e Caeté, em Amaraji. Fundou a Usina Caxangá, e foi precursor da cultura e da indústria de cana racionalizadas. Inovador, foi quem iniciou a adubação em larga escala das terras longamente trabalhadas e erosadas de Pernmabuco.
    Tendo perdido o pai quando este tinha 57 anos, cursava engenharia, mas teve que abandonar os estudos. O irmão mais velho e o segundo, como visto acima, tinham seguido para o Rio Grande do Sul, onde vieram a morrer. Jovem, ainda, Arthur passou a ser o único varão da família, tomando para si todos os encargos.
    Casou-se no engenho Vicente Campello, em Escada, Pernambuco, a 11 de janeiro de 1890 com Elvira Clélia de Mattos Lima, filha de sua prima Eutália Ismênia.
    Elvira Clélia nasceu em 16.05.1866, no Recife; foi batizada em 16.09 na Matriz do Corpo Santo e faleceu aos 43 anos, no dia 26.03.1910 em Beberibe, Pernambuco. Era filha de Manoel Gonçalves Pereira Lima e Eutália Ismênia de (Moura) Mattos Lima, proprietários do citado engenho Vicente Camello. Foram 8 os filhos do casal Arthur e Elvira Clélia:
    3.1 – Abelardo de Lima Cavalcanti, falecido solteiro, sem descendência;
    3.2 – Carlos de Lima Cavalcanti, com geração;
    3.3 – Arthur de Siqueira Cavalcanti Junior, com geração;
    3.4 – Nestor de Lima Cavalcanti, falecido com 1 ano de idade;
    3.5 – Dulce de Lima Cavalcanti, com geração.
    3.6 – Caio de Lima Cavalcanti, com geração;
    3.7 – Ruy de Lima Cavalcanti, com geração;
    3.8 -Fernando de Lima Cavalcanti, com geração.
    Arthur casou-se uma segunda vez, em 31.12.1913, no Rio de Janeiro, com Carmen Monteiro de Barros Lima, nascida em 03.08.1874, no Rio de Janeiro, onde também faleceu, aos 65 anos, em 10.06.1940. Era filha de João Gonçalves Pereira Lima e  Emília de Miranda Monteiro de Barros. Não houve geração deste matrimônio.
  4. Maria da Penha de Siqueira Cavalcanti
    Nascida em 14 de fevereiro de 1872, no engenho Caeté, Escada, Pernambuco e falecida em 12 de fevereiro de 1956, na antevéspera de seu 84º aniversário.
    Tinha 4 anos quando perdeu a mãe, e, embora sua irmã mais nova, com dois anos, tenha ido viver com a tia Ana Leopoldina, Maria da Penha ficou vivendo com o pai. Com 31 anos, no dia 16.07.1903, casou-se no Palácio da Soledade com o viúvo Pedro Pinto de Lemos.
    Pedro nasceu em 29.06.1864, no Recife, sendo batizado em 30.10 na Matriz da Boa Vista. Filho de Augusto Pinto de Lemos e Adelina Emília de Souza Gomes. Foram 4 os filhos de Maria da Penha e Pedro:
    4.1 – Maria de Lourdes Pinto de Lemos, com geração;
    4.2 -Pedro Pinto de Lemos Filho, falecido solteiro, sem filhos;
    4.3 – Adelina Pinto de Lemos, com geração;
    4.4 – Augusto Pinto de Lemos (neto), falecido solteiro, sem filhos.
  5. Clementina de Siqueira Cavalcanti
    Nascida em 15 de novembro de 1874, no Engenho Caeté, Amaraji, Pernambuco, batizada em 27 de dezembro no oratório do engenho. Faleceu em 22 de agosto de 1950, em sua residência na Rua Voluntários da Pátria 414, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, sendo sepultada no Cemitério S. João Batista, no mesmo bairro.
    De apelido Iaiá, só tinha dois anos ao perder a mãe. Foi levada para morar com os padrinhos: a tia Nana, isto é, Ana Leopoldina, e Ernesto Gonçalves Pereira Lima.
    Casou-se aos 24 anos de idade, em 15.04.1899 com o engenheiro João Gonçalves Pereira Lima.
    João nasceu em 21.01.1865, no Rio de Janeiro, foi batizado na Igr. N. Sra. da Candelária, no Centro, e faleceu em 07.01.1937, em São Paulo, SP. Era filho de João Gonçalves Pereira Lima e Emilia de Miranda Monteiro de Barros. Sua irmã Carmen casou-se com seu cunhado Arthur, citado acima.
    Embora seja Pereira Lima, João não tinha parentesco com Clementina: sua família é do sudeste. Engenheiro civil, diplomado pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, turma de 1886. Quando do casamento, era Superintendente da Companhia Geral de Melhoramentos de Pernambuco, empresa proprietária de diversas usinas. Mais tarde tornou-se diretor-presidente da empresa. Foi também presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e Ministro da Agricultura, Industria e Comércio (interino), de 26.11.1917 a 15.11.1918, no governo Venceslau Braz.
    Houve apenas uma filha do casal Clementina e João:
    5.1 – Maria Clementina Pereira Lima, casada, sem geração.

Fontes:

  • Siqueira Cavalcanti, Arthur – Reminiscências de uma Vid.a
  • Moura, Severino – Senhores de Engenho e Usineiros, a nobreza de Pernambuco.
  • Livros originais de assentos de batismos, casamentos e óbitos das Matrizes do Corpo Santo, Boa Vista, S. José e Santo Antônio – Recife, PE.
  • Anotações da família.