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José Nazareth de Souza Fróes

Nasceu em Campo Grande, extenso bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 5 de agosto de 1928, fez seus primeiros estudos em Belo Horizonte e o ensino médio no Ginásio Diocesano de Garanhuns-PE e depois no Rio de Janeiro. Assim ele contava: “Estudei no Colégio de São Bento do Rio de Janeiro,  depois de ter frequentado a Escola Claustral no Mosteiro por quatro anos, quando me sentia atraído pela vida monástica, o que não deu certo. Mas continuo mantendo com os beneditinos um excelente relacionamento.”

Formado em Administração de Empresas com especialização em Marketing e Administração de Recursos Humanos e Administração de Material na ABAM – Fundação Escola de Serviços Públicos do Rio de janeiro. Exerceu cargos de confiança na área de administração no Governo do Rio de Janeiro, no setor de teatro, além de ter atuado em cargos de direção de empresas multinacionais, na área química e farmacêutica. Por força de seu ofício, teve oportunidade de conhecer todo o Rio de Janeiro, antigo Distrito Federal.

Da página que mantinha na Rede, recolhemos a apresentação que fazia de si próprio,a seguir:

Casado com uma professora, pedagoga, Controladora da Arrecadação Municipal aposentada. Dois filhos casados sendo um engenheiro, outro advogado, pais de minhas duas netas.Aposentado. Pesquisador e genealogista.

Meu primeiro impulso literário foi o livro intitulado “O Brasil na Rota da Seda” no qual procurei mostrar como surgiu Seropédica. Esta obra, de 2000, se tornou a contribuição da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro nas comemorações dos 500 anos do “achamento do Brasil” pela frota portuguesa comandada por Pedro Alvares Cabral.

Foi na biblioteca do Mosteiro que consegui muitas informações para que viesse a publicar três livros sobre a nossa querida “zona oeste”: “Rumo ao Campo Grande, por trilhas e caminhos”, “Terras Realengas” e “Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande – a história de uma freguesia do Arcebispado do Rio de Janeiro revista e documentada”.

Outra obra sua, “Ninhal de guarás”, era assim descrita por ele na página retrocitada:

A razão do nome: “o guará (Eudócimus ruber) é uma ave comum nos países do norte da América do Sul e Central, reconhecida como uma das mais belas, graças à sua plumagem vermelha. Muito elegante tanto em terra como quando em voo aos bandos, é encontrada geralmente em manguezais de onde tira seu alimento e constrói seu ninho.” (fonte: Silva Robson Silva e Edital 5/2004- EBC)

Mais do que uma criteriosa versão de uma página da História do Brasil, “NINHAL DE GUARÁS” vem preencher uma lacuna existente na história desta “mui nobre e leal Cidade do Rio de Janeiro”: a história da Guaratiba. (…)  Dos primeiros passos para a defesa do seu amplo território à formação deste importante núcleo urbano de nossos dias. Da sua primitiva economia de sobrevivência da coleta, da caça, da pesca,  à tecnologia avançada em alimentação orientada pela Embrapa. Do uso das ervas curativas empregadas pelos índios e pelos “pretos velhos” à próspera produção agroindustrial açucareira. Da cafeicultura, dos bananais e da citricultura ao polo internacional de botânica, e o paisagismo criado por Roberto Burle Marx e seus discípulos tornaram Guaratiba a grande reserva urbana turística e paisagística do Rio de Janeiro.

Como pesquisador histórico, Fróes se interessou pela história de sua região natal, levando-a ao público por meio de inúmeras palestras realizadas, não só na própria Campo Grande como no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e no Instituto Histórico e Geográfico do Rio de janeiro.

Autor de:

  • O Brasil na rota da seda (2000)
  • Rumo a Campo Grande, por trilhas e caminhos – em co-autoria com a Profª Odaléa Ranauro Enseñat Gelabert (2004)
  • Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande – A História de uma freguesia do Arcebispado do Rio de janeiro revista e documentada (2006).
  • Terras realengas & Realengo meu bem querer – em co-autoria com Professor Carlos Alberto Wencesláu. Nesta obra cada um escreveu uma das partes: a primeira, Fróes e a segunda, o professor.
  • Ninhal de guarás
  • Registros de terras da freguesia de Guaratiba – 1855-1856 (compilação)
  • Registros de terras da freguesia de N.Srª do Desterro de Campo Grande (compilação)

Era reconhecidamente o maior conhecedor da antiga Zona Rural da Cidade do Rio de Janeiro, em especial dos bairros de Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba, além de áreas fronteiriças fora do município carioca. Participante ativo e entusiasmado de toda e qualquer atividade do Colégio Brasileiro de Genealogia, ao qual se associou em 1988, quando da retomada de funcionamento, José Nazareth de Souza Fróes faleceu no Rio de Janeiro-Rj em 1º de setembro de 2013.