Niemeyer na engenharia

Artigos Genealógicos

Os Niemeyer – mais de 200 anos a Serviço da Engenharia no Brasil

Artigo publicado entre 1988 e 1989, no Boletim da A3P (Associação dos Antigos Alunos da Politécnica), números 104, 106 e 108. Hoje, a história da família alcança quase 220 anos, aniversário que se comemora no próximo ano, com o nascimento do patriarca dos Niemeyer, do Brasil.
Carlos Eduardo de Almeida Barata

A História da Engenharia do Brasil, nos últimos 200 anos, esteve intimamente ligada à família Niemeyer, originária de Hanover, região do noroeste da Alemanha, passou a Portugal para, posteriormente, vir a se estabelecer no Brasil.

Este artigo, fragmento de um trabalho mais extenso, tem por finalidade traçar a biografia resumida de alguns integrantes desta família, que tiveram atuação na Engenharia e/ou Arquitetura brasileiras.

São poucos os casos, no passado da nossa Engenharia, em que tantos membros de uma mesma família, influenciaram e participaram da história desta ciência. O normal é um indivíduo ter se destacado, em uma dada geração.

No século XVI, por exemplo, tivemos a contribuição de João Batista Antonelli (c.1550-1616), Engenheiro e Arquiteto Italiano que, em fins daquele século e inicio do seguinte, foi considerado o maior fortificador da América.

No século XVII, existiram diversos Engenheiros e Arquitetos que, com rara sabedoria, contribuíram para o ensino e para a construção no Brasil. Tivemos, por exemplo, no ensino, as contribuições dos Engenheiros José Velho de Azevedo, Gregório Gomes Henriques e Miguel Timmermar. Este último, Engenheiro Militar holandês, atuou no Brasil, entre 1648 e 1650, com a missão de preparar 24 alunos, “para as funções de engenharia, inclusive de artífices de fogo“.

Na construção civil e fortificações tivemos, por exemplo, os Engenheiros Michel L’ Escolle e Francisco Frias de Mesquita. O Engenheiro-Mor Francisco Frias de Mesquita (1587-1645), chegado ao Brasil em 1603, pode ser considerado o maior Engenheiro de Fortificações que já tivemos, espalhando a sua arte de construir por quase todo o País, como por exemplo: em Pernambuco (Fortaleza da Lage, 1603), na Bahia (Fortaleza de São Marcelo, 1609), no Maranhão (Igreja de Santa Maria, 1614), no Rio Grande do Norte (Fortaleza dos Reis Magos, 1614), no Rio de Janeiro (Forte de São Mateus, 1617), no Espírito Santo (Forte do Espírito Santo, 1617) e na Paraíba (Fortaleza de Santa Catarina, Cabedelos, 1618).

No século XVIII, a maior expressão no campo da Engenharia, indubitavelmente, foi o douto Engenheiro Militar José Fernandes Pinto Alpoim (1700-1765), que dispensa qualquer apresentação, pois sua biografia foi esplendidamente traçada, recentemente, pelo Engenheiro Paulo Pardal -“Exame de Artilheiros -1744 / José Fernandes Pinto Alpoim”.

Pois bem, ao folhearmos as páginas dos diversos livros, opúsculos, documentos e artigos sobre a Engenharia no Brasil, encontraremos diversas citações de somente um único Antonelli, de um Velho de Azevedo, de um Gomes Henriques, de um L’Escolle, de um Timmermar, de um Frias de Mesquita, e de um Alpoim. Em momento algum, pelo que pude apurar, encontramos várias citações de engenheiros de uma mesma família, como ocorre com os Niemeyer.

O ancestral mais remoto que tive a oportunidade de encontrar desta família, foi o Tenente-General Jacob Conrado Von Niemeyer, nascido em Hanover, Alemanha, cerca de 1728, e que se distinguiu entre os oficiais dos antigos exércitos da Alemanha. Seu filho, o Coronel Henrique Von Niemeyer, também nascido em Hanover, cerca de 1758, serviu como Engenheiro em Portugal e ali casou com D.Firmina Angélica Dantas Corrêa, deixando desse consórcio, a saber, quatro filhos: Carlos Conrado de Niemeyer (Tenente-Coronel do Exército Português), Maria Antônia de Niemeyer, Margarida Isabel de Niemeyer e Conrado Jacob de Niemeyer

I. CONRADO JACOB DE NIEMEYER I – a quem cunhei de I (primeiro), por existirem outros de igual nome e profissão – foi o Patriaca da Família Niemeyer, no Brasil. Nasceu, há exatamente 200 anos (artigo de 1988), na Cidade de Lisboa, em 28/10/1787 e, ainda jovem, com 22 anos de idade, veio para o Brasil; onde se encontrava a sua irmã Maria Antônia de Niemeyer. O jovem Niemeyer saiu, em 1809, do porto de Portsmouth, e chegou ao Rio de Janeiro no mês de julho daquele ano, a bordo do brigue “Destemido” com a patente de Cadete de Artilharia. Em 1803, havia assentado praça de Cadete, em Lisboa. Ao chegar no Rio de Janeiro, ficou adido ao Regimento de Artilharia da Corte como 2.º Tenente e, ao que parece, em 1811, se matriculou na Escola Militar, onde, segundo o Livro de Matrículas do 2.º, 3.º e 4.º ano, do período de 1811 a. 1822, o encontramos cursando o 2.º ano, em 1812. Em 1815 foi promovido a 1º Tenente do Real Corpo da Engenharia. Em 1817, completou o seu curso da Escola Militar, com distinção. Em 1824, rebentou em Pernambuco um movimento revolucionário denominado “Confederação do Equador”, que proclamou a união republicana de todas as províncias do Norte do Brasil. Participou, com expressiva atuação, na sufocação deste movimento, fortificando a Barra Grande, que deteve as forças comandadas por Barros Falcão até a chegada do General Francisco de Lima e Silva. Por estes feitos e atos de bravura, recebeu das mãos do General Lima e Silva a medalha de ouro da “Constança e Bravura”. Foi um dos precursores da Cartografia Nacional, e, entre os seus trabalhos, temos: “Memória hydrográphica sôbre a represa do Rio Barberibe” (1823), “Carta chorográphica da Província do Rio de Janeiro”, feita juntamente com seu sobrinho Pedro Bellegarde (1863), “Carta chorográphica do Império do Brasil” (1846), “Carta Chorographica… contendo as prov. de Alagoas, Pernambuco, Parahiba, Rio Grande do Norte, e Ceará…” (1843), “Planta de reconhecimento feito nas Capitanias de Pernambuco & Alagoas…” (1819), “Mapa topographico de Pernambuco, Alagoas e Parahiba…”, junto com o Engenheiro Moraes Âncora (1823), “Planta do Rio Uruguay do Porto de S.Borja ao Passo dos Garruchos.” (1866), e etc.

O Coronel Niemeyer foi Comandante das Armas de Pernambuco, onde executou importantes trabalhos, tais como, por exemplo, em 1955, o dessecamento dos pântanos de Olinda e o encanamento das águas do Beberibe. Projetou e construiu pontes, prédios e estradas. Realizou planos de melhoramento do regime das águas dos rios Guaratiba e Itaguaí, no Rio de Janeiro. Autor, justamente com seu sobrinho Pedro Bellegarde, de um projeto de arrasamento do Morro do Castelo, no Rio de Janeiro.

Foi Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, Comendador da Ordem de Cristo, Comendador da Ordem de São Bento e Aviz, e Membro Efetivo do Instituto Histórico.

O Coronel Conrado Jacob de Niemeyer I faleceu no Rio de Janeiro, a 05/03/1862. Foi casado, segundo Luiz Gonzaga Duque Estrada, três vezes. Casou primeiro, cerca de 1825, com D.Thereza Xavier de Mendonça; casou pela terceira vez na Capela de N. Sra. da Glória, em 26/06/1830, com Olympia Estelita de Aguiar Giffenig, nascida no Maranhão e, filha do Tenente-Coronel João Benedicto Gaspar Giffenig e de D.Apolônia da Luz de Aguiar.

A seguir, descrevo algumas atuações dos seus descendentes ou parentes colaterais, a fim de que se tenha uma melhor informação e confirmação, de que a família Niemeyer, há 200 anos, vem fazendo história na Engenharia e na Arquitetura brasileira.

1.º – CONRADO JACOB DE NIEMEYER II (filho de Conrado I) – Nasceu em um prédio da freguesia de São José, Rio de Janeiro, a 21/04/1831. Em 1848 matriculou-se na Escola Militar, onde obteve a patente de Alferes-aluno. Em 1855, obteve a Carta de Bacharel em Matemática e os cursos de Engenharia Civil e Militar. Na carreira militar atingiu as mais altas patentes, sendo Brigadeiro, General de Divisão (1891), General de Divisão Efetivo, Marechal Graduado (1893) e Marechal efetivo (1895). Trabalhou com seu pai na Comissão de dessecação dos pântanos, canalização e navegação do rio Beberibe, na Província de Pernambuco. Em 1862 foi nomeado Engenheiro do 1º Distrito da Corte. Em 1863, apresentou um projeto de reforma dos Arcos da Lapa, propondo a substituição dos quatros arcos centrais, sobre a Rua da Lapa, por um só arco, de grandes dimensões. De 1865 a 1870 esteve servindo, como Engenheiro, na Guerra do Paraguai, abrindo estradas, preparando terrenos e outros trabalhos técnicos. Em 1873 participou da comissão incumbida de organizar a defesa do Rio Grande do Sul. Em 1882 foi no meado chefe da Comissão incumbida de levantar a Carta Estratégica do Rio Grande do Sul a projetar a estrada de ferro que ligasse a Corte do Rio de Janeiro com as Províncias do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná. Em 1890 foi nomeado Diretor Geral das Obras Militares, reassumindo este cargo em 1893, juntamente com o Comando do Corpo de Engenheiros. Foi reformado em 1895. Comendador da Ordem de Cristo, e da Ordem da Rosa. Grão-Cruz da Ordem de São Bento de Aviz. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Faleceu no Rio de Janeiro a 14/02/1905. Foi casado, a 25/09/1858, no Rio Grande do Sul, com D.Maria Luiza Mena Barreto, que lhe deixou 13 filhos: Olympio Conrado Niemeyer, Conrado Niemeyer, Alonso de Niemeyer, Henrique de Niemeyer, Maria I, Maria Luiza, Alice, Dario, Galba, Helena, Luiza, Raul e Marieta.

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2.º – CONRADO JACOB DE NIEMEYER III (neto de Conrado I) – Nasceu na Serra do Tinguá, Estado do Rio de Janeiro, a 31/05/1842. Em 1860 matriculou-se no curso de Engenharia da Escola Central (antiga Escola Militar) – e, com o falecimento do seu avô, dois anos depois, abandonou os estudos, a fim de encontrar um emprego, que lhe desse melhores recursos. Tempos depois, era um dos proprietários da firma Soares & Niemeyer que, segundo o Almanak Laemmert de 1896, estava em mãos do seu irmão Arsênio Conrado de Niemeyer, justamente com seu sócio Herculano Soares Thompson. Apesar de não ter se formado em Engenhia, a sua contribuiçao para a engenharia é de valor inestimável. Foi sob a sua iniciativa que se criou o Clube de Engenharia, fundado a 24/12/1880. Inicialmente. funcionou em duas salas daquela firma – Soares & Niemeyer, à Rua da Alfândega n.º 6, especializada em papel e material de escritório. O industrial Conrado III saiu eleito Sócjo Benemérito e exerceu o cargo d 1.º Tesoureiro durante 39 anos – até o dia de seu falecimento. Em 1896, o Clube de Engenharia estava instalado na Rua Nova do Ouvidor. N.º 24, e tinha entre os seus conselheiros, o Engenheiro Dr. Carlos Conrado de Niemeyer, irmão de Conrado III. Em 1903, construiu uma pequena Igreja na Praia da Gávea, que foi batizada de São Conrado, nome dado ao atual bairro. Durante o Governo do Marechal Deodoro da Fonseca – 1889 a 1891 -, teve início a construção de uma estrada de ferro entre o Bairro de Botafogo e Angra dos Reis, projetada, entre outros, pelo Engenheiro Carlos Morsing e, ao que parece, com participação do industrial Conrado Niemeyer III. Não tendo sido levado adiante este projeto, a família Niemeyer deu continuidade à ampliação, a melhoras do trecho que vai do Leblon ao atual Bairro de São Conrado. Em 1916 foi inaugurada esta estrada, com o nome de Avenida Niemeyer e entregue ao público pelo seu filho, o Engenheiro Alberto Niemeyer. O Industrial Conrado Jacob Niemeyer III faleceu no Rio de Janeiro, à Rua Conde de Baependi nº 13, a 05/11/1919; foi casado no Rio de Janeiro, a 24/09/1864, com D.Maria Fortunata da Cunha, com quem teve 12 filhos: Maria Conrado, Carlos Conrado, Antônio Conrado, Conrado Henrique, Alfredo Conrado, Henrique Conrado, João Conrado, Álvaro Conrado, Francisca, Luiza Conrado, Alberto Conrado e Olga Conrado de Niemeyer.

3.º- HENRIQUE LUIZ DE NIEMEYER BELLEGARDE (sobrinho de Conrado I) -Nasceu em Lisboa a 12/10/1802. Em 1817, se matriculou na Academia Real Militar (Rio de Janeiro), com apenas 15 anos de idade. Em 1818 cursava o 2º ano, e tinha a patente de 2.º Tenente. Em 1820 cursava o 4º ano e foi promovido a 1.º Tenente. Em 1821 cursava o 5º ano e foi nomeado Capitão Ajudante do Governador de Moçambique, o que levou-o a perder este ano pois, em 1822. o encontramos, novamente, matriculado no 5.º ano. Em 1924, está matriculado no 7.º ano da Academia e, no ano seguinte, partiu para a Europa (ao que parece, para completar os seus estudos), onde obteve, em 1828, o diploma de Engenheiro Geógrafo, tendo recebido o atestado de frequência do curso de Pontes e Calçadas.

Foi graduado como Bacharel em Letras pela Universidade de Paris. Em 1828 retornou ao Brasil, tendo recebido a patente de Major, e sido agraciado com a mercê de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa. Em 1839, integrou a Comissão incumbida de traçar a Carta Topográfica da Província do Rio de Janeiro, na qual também participou o seu tio Conrado I. Autor do projeto do Farol de Cabo Frio. Autor dos canais de Ururar, Maricá e Cacimbas. Autor das Pontes de Campos e Itajuru. Autor da Carta Hidrográfica da Ilha de Santa Catarina e seu canal, levantada em 1830.

Infelizmente o Engenheiro Henrique Luiz de Niemeyer Bellegarde não pode levar adiante, o que teria sido, sem dúvida alguma, uma brilhante carreira de Engenheiro. Aos 37 anos de idade faleceu em Cabo Frio, a 21/01/1839. Ainda não obtive informações sobre o seu casamento (com Maria Luiza Adelaide de Vitória Soares) mas, tenho anotado o nome de dois filhos: Guilherme Candido Bellegarde e Maria Henriqueta Niemeyer Bellegarde.

4.º – PEDRO DE ALCÂNTARA (NIEMEYER) BELLEGARDE (sobrinho de Conrado I) – Nasceu abordo da nau “Príncipe”, que conduzia o Príncipe Regente para o Brasil, a 13/12/1807. Teve como padrinho de batismo o Príncipe da Beira e Infante de Portugal, D. Pedro de Alcântara. Alcançou os mais altos postos da carreira militar, chegando a Brigadeiro (1852) e Marechal de Campo (1860). Em 1811, com apenas 4 anos de idade, sua família obteve permissão do Príncipe Regente D.João, para que assentasse praça no Exército. Em 1821, já com a patente de Cadete de Artilharia e contando apenas 14 anos, obteve permissão para se matricular no curso de Matemática da Academia Real Militar. Em 1824, após submeter-se a concurso, foi aprovado no Corpo de Engenheiros. Em 1827 se formou, recebendo o grau de Doutor em Matemática. Foi também discípulo externo das aulas de química da mesma Academia. Em 1836, fez com que a Assembléia Legislativa da Província do Rio de Janeiro aprovasse o seu projeto de criação, em Niterói, de uma Escola de Arquitetos Medidores. Este projeto foi apresentado pelo deputado José Clemente Pereira, consubstanciado na Lei n.º 31, de 13/12/1836. Foi inaugurada em 1837. Esta Escola de Arquitetos deixou de existir em 1844, tendo formado 25 alunos. Foi autor e co-autor de mais de 20 Cartas Topográficas e Corográficas. Escreveu diversos trabalhos, entre eles: “Notícia Histórica, Política Civil e Natural, do Império do Brasil” (1833); “Compêndio de Topografia e Noções de Geometria Descritiva” (1840); “Compêndio de Arquitetura Civil e Hydráulica” (1849); “Compêndio de Mecânica Elementar e Aplicada”; “Instrução para Medições Estereométricas e Aerométricas”; “Esboço de diccionário biographico, histórico e noticioso”; “Etnographias Amazônicas” e etc. Foi autor de vários projetos, entre eles: Projeto de Arrasamento do Morro do Castelo, com seu tio Conrado I (1838); Projeto de construir, na Rua da Lapa, um solo artificial, que suportasse o imenso tráfego de veículos, que por ali transitavam – Este projeto, apesar do parecer favorável do Arquiteto da Câmara, não foi levado adiante,pois, segundo informa Noronha Santos, foi considerado muito semelhante com o sistema de pavimentação inventado pelo Engenheiro escocês João Loudon Mac-Adam (1756-1836); Plano urbanrstico para a Cidade do Rio de Janeiro, juntamente com Inácio Ratton e com Joaquim José Pereira Faro, futuro Barão do Rio Bonito; Plano de abastecimento da água da Cidade do Recife, junto com o seu tio Conrado I (1840); e etc. Realizou trabalhos na área diplomática. A Academia Militar, em 1842, lhe concedeu o título de Doutor em Engenharia. Diretor do Arsenal de Guerra da Corte (1852). Ministro da Guerra no 12.º Gabinete (1853). Ministro da Marinha, no 12.º Gabinete (1853). Vogal do Conselho Supremo Militar (1855). Chefe da Comissão de Limites entre o Brasil e o Uruguai (1858). Diretor da Escola Central (1859-1861). Segundo o Prof. Mario Barata, em seu trabalho “Escola Politécnica do Largo de São Francisco – Berço da Engenharia Brasileira”, pág. 81, Pedro Bellegarde foi o 23.º Diretor. Inicialmente chamada de Academia Real Militar (1810), depois Academia Imperial Militar (1831), Escola Militar (1842), Escola Central (1858), Escola Politécnica (1874) e Escola Nacional de Engenharia (1937), passou a ser denominada de Escola de Engenharia da Universidade do Brasil e, logo a seguir Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Depois de dirigir a Escola Central, o Brigadeiro Bellegarde foi nomeado Ministro da Agricultura, Indústria e Obras Públicas (1863). Faleceu no Rio de Janeiro, a 12/02/1864, de gastro-entero-colite, em sua residência, no Largo do Valdetaro, n.º 108, Catete. Casou no Rio de Janeiro, a 25/08/1841, na residência do deputado José Clemente Pereira, com D. Carlota Carolina Dias, com quem teve duas filhas: Candida Carlota, e Maria Dias Bellegarde.

5.º – CARLOS CONRADO DE NIEMEYER (neto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 01/06/1844, em Piedade do Iguassu, Serra do Comércio. Engenheiro Civil. Em 1896 o encontramos na função de Conselheiro do Clube de Engenharia e residente à Rua Marquês de Abrantes, n.º 33. Em 1876 o encontramos trabalhando nas Oficinas da Estrada de Ferro D. Pedro II. Faleceu no Rio de Janeiro, à Rua Almirante Tamandaré, n.º 36, a 16/11/1922. Foi casado no Rio de Janeiro, a 02/06/1866, com Guilhermina Leopoldina de Oliveira Werneck.

6.º – ALFREDO CONRADO DE NIEMEYER (bisneto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro a 12/12/1873. Engenheiro Civil, formado pela Escola Politécnica, em 1900. Faleceu no Rio de Janeiro a 27/12/1953. Casou no Rio de Janeiro a 29/03/1905 com D. Elvira Cotrim Berla, com quem teve três filhos: João Eugênio, Maria Elvira e Luiz Fernando Berla de Niemeyer .

7.º – CARLOS DE MORAES NIEMEYER (bisneto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 02/07/1888. Engenheiro Civil e Químico, formado em 1913, na Brooklyn Polytecnic Institute, USA. Casou no Rio de Janeiro, a 19/01/1918 com D. Leontina Ramalho Seco Novo, com quem teve quatro filhos: Regina, Maria Clara, Carlos e João Luiz.

8.º – ALBERTO CONRADO DE NIEMEYER (bisneto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 28/03/1891. Engenheiro Industrial. Durante a gestão do Prefeito Carlos Sampaio (1920-1922), serviu como Diretor de Obras. Participou das obras de alargamento da Avenida Niemeyer, que foi entregue ao público em 25/12/1916.

9.º – LUIZ FERNANDO BERLA DE NIEMEYER (trineto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 26/02/1913. Engenheiro Civil, formado pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1936. Casou no Rio de Janeiro, a 15/06/1938, com D. Selma Lyra da Silva, com quem teve, segundo pude apurar, dois filhos: Ana Maria e Luiz Fernando.

10.º – ABELARDO CONRADO DE NIEMEYER (trineto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro a 31/07/1910. Engenheiro Eletricista, formado em 1940, na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil. Casou com D. Suzana Jeanne Elizabeth Brigole, com quem teve, segundo pude apurar, uma filha: Maria Claudia.

11.º – SYLVIO DE NIEMEYER BARREIRO CRAVO (trineto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 08/03/1915. Arquiteto, formado em 1946, pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Brasil.

12.º – OSCAR NIEMEYER SOARES FILHO (trineto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 15/12/1907. Arquiteto, formado em 1934 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Brasil. Considerado um dos maiores arquitetos do Brasil contemporâneo e autor de inúmeros projetos, quase todos de importância internacional. Durante os festejos do Centenário do Clube de Engenharia, em 22/12/1980, foi agraciado com a Medalha Comemorativa do Centenário do Clube de Engenharia, fundado em 24/12/1880 por seu tio avô Conrado Jacob de Niemeyer III.

13.º -ANTÔNIO PAULO DE NIEMEYER BARREIRA (trineto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 13/06/1918. Durante os festejos do Centenário do Clube de Engenharia, em 22/12/1980, foi agraciado com a Medalha Comemorativa do Centenário do Clube de Engenharia – fundado em 24/12/1880 por seu avô Conrado Jacob de Niemeyer, III.

14.º – PAULO EUGÊNIO NIEMEYER (trineto de Conrado I) – Nasceu no Rio de Janeiro, a 23/10/1934. Engenheiro Civil, formado em 1958, pela Pontiffcia Universidade Católica.