CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia: Antonio de Araújo de Aragão Bulcão Sobrinho
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Antonio de Araújo de Aragão Bulcão Sobrinho

Nasceu na Freguesia de Nossa Senhora do Monte do recôncavo, município de São Francisco da Barra de Sergipe do Conde, Bahia, a 04 de janeiro de 1898, filho de Inácio Araújo de Aragão Bulcão e Maria Isabel Vianna Bulcão.

Fez o curso primário no Colégio Oito de Dezembro e o secundário no Colégio São José e no Ginásio da Bahia. Em 1915 entrou para a Escola Politécnica da Bahia, formando-se Engenheiro Civil em 1920.

Entrou para o serviço público do Estado como escrevente no extinto Senado da Bahia, chegando a chefe da Seção de Redação de Debates e Organização da Notícia das Sessões. Colaborou com inúmeros jornais baianos, tendo sido redator e mesmo diretor proprietário de alguns deles.

Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; dos Institutos Históricos da Bahia, Amazonas, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais; dos Institutos Genealógicos da Bahia e São Paulo; da Societé Academique d´Histoire International de Paris. No Colégio Brasileiro de Genealogia foi sócio correspondente.

Grande estudioso de genealogia, ganhou do Governo do Estado, por duas vezes, o prêmio Caminhoá: em 1949, por sua obra em 3 volumes, Famílias Baianas e em 1957, por O Conselho Geral da Província, como o “melhor trabalho editado durante o ano sobre assunto julgado de interesse do país”. Possuía a Medalha Cultural Imperatriz Leopoldina e a do Sesquicentenário do Arquivo do Exército.

Casou a 15 de janeiro de 1919 com Guiomar de Athayde Uzeda, filha de Manoel Martins Uzeda e Joaquina Alexandrina de Athayde Uzeda, tendo as filhas Maria de Lourdes e Maria Bernadette Uzeda Aragão Bulcão.

Faleceu em Salvador, Bahia, em 1 de janeiro de 1965.

No campo da História, publicou as obras:

  • Relembrando o velho Senado baiano;
  • O patriarca da liberdade baiana;
  • O pregoeiro da República na Bahia;
  • A Bahia nas Cortes Gerais de Lisboa de 1821;
  • O Conselho Geral da Província da Bahia;
  • O Exército da Bahia na República.

Na área genealógica, publicou na Revista do Instituo Genealógico da Bahia:

  • Titulares Baianos – 1946;
  • Famílias baianas – Soeiro – 1947;
  • Famílias baianas – Villas Boas – 1948;
  • A origem dos Monizes da Bahia – 1950;
  • Famílias baianas – Araújo Góes – 1951e 1952;
  • Famílias baianas – Bandeira – 1953;
  • Ascendência de Joaquim Nabuco – 1953;
  • Famílias Baianas – Bethencourt – 1958;
  • Famílias baianas – Berenguer – 1958, 1959 e 1960;
  • Vultos do passado político da Bahia – 1959;
  • Famílias baianas – Fiúza – 1960;
  • Famílias baianas – Bulcão – 1961 e 1962;
  • Famílias baianas – Sá Menezes – 1968 , co-autoria Jayme Sá Menezes.

Ainda na genealogia, na Revista Tradição:

  • Ascendência do governador da Bahia Luiz Régis Pacheco Pereira;
  • Os três Barões de Rio das Contas – 1944.