CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia: Antonio José Vitoriano Borges da Fonseca
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Antonio José Vitoriano Borges da Fonseca

Seu pai, o militar português Antônio Borges da Fonseca foi nomeado em 1713 mestre do terço de infantaria em Olinda, Pernambuco, e em janeiro de 1714 casa-se com a pernambucana Francisca Peres de Figueiroa. Antonio José nasce no Recife, em 25 de fevereiro de 1718.

Além dele, o casal Antonio e Francisca teve mais: João Caetano, Anna, Joana Francisca e Francisco. Por parte de pai, em relações extra-conjugais, Antônio José Borges da Fonseca teve outros irmãos: Manoel, Antônia da Conceição, Vicente José e Francisca.

Estudou no Colégio de Jesuítas de Olinda e, inteligente e aplicado, recebeu o grau de Mestre em Artes.

Aos 18 anos assentou praça no Exército e teve seu “batismo de fogo”  em 1736, quando participou das lutas das Missões, no sul do Brasil. De volta ao Recife, em 1741 recebe o posto de tenente, sendo promovido no mesmo ano a capitão na infantaria, quando então é designado para comandar a guarnição da ilha de Fernando de Noronha.  Em 1744 seguiu para Lisboa, onde serviu como Mestre de Campo. Em 1745, lá  tornou-se Familiar do Santo Ofício em abril  e recebeu  o grau de cavaleiro da Ordem de Cristo em junho.

De volta ao Brasil, assume o posto de ajudante de Mestre de Campo General em 1746. É designado ajudante-de-ordens do Governador da Capitania de Pernambuco e, já sargento-mor, passa a servir no regimento da praça do Recife em 1754. Neste mesmo regimento alcança a patente  de tenente-coronel em 1755 e ali fica até 1756.

Em 1762, sempre em Pernambuco, tornou-se alcaide-mor das vilas de Goiana e Igarassu. Em 1765 passou a exercer as funções de Governador e Capitão-Mor da Capitania do Ceará Grande, cargo que exerceu por mais 17 anos, até 1782, quando já velho e doente retira-se da vida pública.

Casou-se em 16 de julho de 1736 com a pernambucana Joana Inácia Francisca Xavier, filha de Manoel Lopes de Santiago e de Maria Margarida do Sacramento. Foram pais de Francisca Margarida Escolástica da Fonseca, Maria Joana da Graça das Mercês e do Rosário, e Ana Francisca Eufêmia do Rosário. Ele próprio, em sua obra, afirma que teve filhos ilegítimos, mas apontou somente um, Antônio Borges da Fonseca, nascido no Recife em dezembro de 1747.

Além de, conforme já citado, ter sido Familiar do Santo Ofício e detentor da comenda da Ordem de Cristo, foi também Irmão da Santa Casa de Misericórdia de Olinda , onde chegou a exercer o cargo de escrivão, e membro da Academia Brasílica dos Renascidos, de Salvador, Bahia.

Borges da Fonseca morreu em Olinda, Pernambuco em 09 de abril de 1786 e foi sepultado no Mosteiro de São Bento de Olinda.

Foi autor das seguintes obras:

  • Antiguidades de Pernambuco;
  • Memórias para a história eclesiástica de Pernambuco;
  • Memória estatística da capitania do Ceará – 1768
  • Cronologia da Capitania do Ceará – 1778
  • Palas Armada, formatura dos esquadrões – inédito

e seu trabalho de maior importância:

  • Nobiliarquia Pernambucana, que foi redigida por 29 anos, de 1748 a 1777, da qual apenas uma parte foi publicada em 1883 pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Mais tarde, nos Anais da Biblioteca Nacional, em 1935 é integralmente publicada – se não o completo conjunto da obra, pelo menos os volumes existentes que não se extraviaram.
    A Nobiliarquia  abrange numerosas famílias portuguesas que se ligam à história de Pernambuco na época colonial, e é um indicador expressivo do notável fôlego genealógico do autor.