CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia: Nelson Barbalho de Siqueira
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Nelson Barbalho de Siqueira

Filho de João Barbalho de Siqueira Cavalcanti de Albuquerque, alfaiate, e Antonieta Bernardino de Oliveira Melo, nasceu a 2 de junho de 1918 na rua da Frente, atual Sete de Setembro, em Caruaru, Estado de Pernambuco. Casou-se em 1947 com Geni, paraibana de Cabaceiras, e teve três filhos: Carlos Alberto, Vera Lúcia e Valéria. Faleceu de infarto fulminante, na cidade do Recife, aos 75 anos, na sexta-feira 22 de outubro de 1993. Quinze anos depois, seus restos mortais foram trasladados do Cemitério Santo Amaro do Recife para o Cemitério Dom Bosco de Caruaru. Jornalista, escritor, historiador, pesquisador, lexicógrafo, compositor. Cursou o ensino elementar, primário, no Externato Rio Branco e na Escola do Professor Tabosa, na sua cidade natal; freqüentou o ensino médio do Colégio Americano Batista do Recife, mas não concluiu, pois teve que voltar a Caruaru para trabalhar. Inteligente, aviso leitor, autodidata, prestou concurso para Fiscal do antigo IAPC – Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários, sendo admitido em 1945. Por causa de sua função, pôde percorrer o interior pernambucano, o que lhe deu chance de recolher material para seus livros e inspiração para as canções, tendo se aposentado como Fiscal. Publicou seus primeiros artigos sob o pseudônimo de Cavalcanti do Norte. Jornalista – Colaborou para jornais como A Vanguarda, de Caruaru, e Diário de Pernambuco, no Recife. Escritor – deixou uma obra de mais de uma centena livros, dos quais 56 inéditos, e mais vinte volumes de diários, onde registrou de maneira precisa, sob todos os pontos de vista, a vida de Caruaru (e do Brasil) de seu tempo. Correspondia-se com outros escritores e pesquisadores, entre eles Carlos Drummond de Andrade e Câmara Cascudo. Compositor – Foi criado ouvindo duas de suas cinco irmãs ao piano. Teve cinco irmãs, sendo duas pianistas. Em 1957 compôs com Onildo Almeida, em homenagem ao centenário de Caruaru, o baião “Capital do Agreste”. Gravada por Luiz Gonzaga, foi seu primeiro registro em disco. São de sua autoria: Comício do Matão, Xote das Moças e Sertão Sofredor –  parceria com Joaquim Augusto; Marcha da Petrobras – parceria com Luiz Gonzaga e J. Augusto – 1959; A Fuga da Asa Branca – 1960 e A Morte do Vaqueiro – parceria com Zé Gonzaga, 1963; Rosinha e Brincadeira de São João. Foi o autor de 144 composições, das quais apenas as 8 citadas foram gravadas – a mais famosa delas tendo sido A Morte do Vaqueiro, feita em homenagem a Raimundo Jacó, que se tornou um clássico e deu origem à Missa do Vaqueiro em Serrita. InstituiçõesFoi sócio-fundador do Centro de Estudos de História Municipal – CEHM, da Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco – FIAM. Associou-se ao Colégio Brasileiro de Genealogia em 22 de janeiro de 1993. Escritor – estudioso da história e costumes do povo nordestino, foi autor de vários artigos/ensaios publicados em jornais e revistas especializadas. E de mais de uma centena de livros (consta terem sido 110), dos quais 56 inéditos e 44 publicados. Entre estes, destacamos: Cronologia pernambucana – 20volumes publicados dos quase 50 que compõem a obra; Caboclos do Urubá; 1710: Recife Versus Olinda; 21 livros sobre Caruaru, entre eles, Meu povinho de Caruaru, Major Sinval, Caruaru do meu tempo, Dez famílias de Caruaru, etc.; e ainda trabalhos folclóricos como Dicionário de Nordestinidade, Dicionário da Cachaça e Dicionário do Açúcar.