CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia: Ivo Caggiani
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Ivo Caggiani

Filho de Nicolas Caggiani e Maria Ester Leites Caggiani, nasceu a 27 de maio de 1932 em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Foi batizado com o nome de Ivo Nicolas Caggiani. Casou-se com Jurema Fernandes e teve uma filha, Ester. Faleceu no dia 19 de abril de 2000. Jornalista e professor. Fez as primeiras letras com professoras particulares, sendo depois matriculado no Colégio Santanense, dos Irmãos Maristas, onde terminou o ensino elementar e cursou o antigo curso ginasial. Muda-se para Porto Alegre em 1950, e lá termina seus estudos nos colégios Cruzeiro do Sul e Nossa Senhora do Rosário. Começou a trabalhar na cidade natal com 12 anos incompletos, sendo entregador do jornal local O Republicano, no qual seguiu carreira: foi revisor, repórter, correspondente em Porto Alegre e redator-chefe até  1952, quando o jornal fechou as portas.  Depois de ter estagiado no Museu Júlio de Castilhos da capital Porto Alegre, fundou em Santana do Livramento o Museu Municipal David Canabarro, em 25.01.1952 e ali foi diretor até outubro de 1953, sem receber provento algum da municipalidade. Trabalhou em outros jornais santanenses (A Platéia e Diário do Sul) até o fim de 1954, quando fundou a “Impressora Limitada” em sociedade com Sérgio Fuentes. Em fevereiro de 1955 reabriu o jornal Folha Popular, do qual foi diretor por vários anos. Paralelamente, exerceu o magistério, de 1952 a 1958, no Instituto Livramento, da Igreja Anglicana, lecionando História no (então) curso ginasial. A partir de 1961 começa a ter problemas com os militares, pois, como parte do Movimento da Legalidade liderado pelo então governador Leonel Brizola, criou um comitê de resistência democrática em sua cidade, na defesa da Constituição, o que levou a que a Folha Popular sofresse mais de uma intervenção. Por ocasião do golpe militar de 1964, respondeu a vários IPM – Inquéritos Policiais Militares e, por imposição dos militares, de 1964 a 1969 foi obrigado a deixar a direção do jornal, tendo sido preso vinte e sete vezes, processo de verdadeira tortura psicológica. Nos últimos anos de sua vida dedicou-se ao resgate da memória Política do Rio Grande do Sul, reunindo documentos e pesquisando intensamente as figuras de destaque e os partidos políticos.  Foi membro das Academias: Riograndense de Letras, Brasileira Maçônica de Letras, Brasileira de História, e Petropolitana de Letras; e dos Institutos: Genealógico Brasileiro, de História e Tradição do Rio Grande do Sul, Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro e Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Associou-se ao Colégio Brasileiro de Genealogia em 13.12.1989. Mais da metade de suas 26 obras versa sobre fatos históricos da cidade onde nasceu, entre elas: Vultos de Santana (2 volumes); Santana do Livramento – 150 Anos de História (3 volumes) e O Poder Legislativo em Santana do Livramento.  Escreveu, também, diversas biografias, destacando-se Carlos Cavaco; Vitélio Gazapina – Um Benemérito de Santana; João Francisco – A Hiena do Cati; David Canabarro, de Tenente a General; Flores da Cunha – Livro biográfico, e Rafael Cabeda – Símbolo de Federalismo.