CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia: Edmundo da Luz Pinto
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Edmundo da Luz Pinto

Filho de Edmundo Bruger Pinto e Maria Isabel Âncora da Luz Pinto, neto materno do Marechal e Deputado Geral Francisco Carlos da Luz e de Maria Barbosa de Moraes Ancora. Nasceu no Rio de Janeiro-RJ, em 5 de janeiro de 1898 e faleceu na mesma cidade em 15 de julho de 1963. Advogado, diplomata e político. Gostava de dizer-se catarinense (= nascido no Estado de Santa Catarina), ainda que o fosse apenas por afinidade. Bacharel em direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, em 1918. Apelidado, no início da carreira, de “o jovem Rui Barbosa”. Nos anos 40/50, seu escritório ficava em frente ao de Bulhões Pedreira, grande criminalista da época, pai do jurista José Luiz Bulhões Pedreira. Em geral as pessoas vinham buscar auxílio jurídico com Bulhões Pedreira e conselhos com Edmundo. Deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 10ª legislatura (1919 — 1921), na 11ª legislatura (1922 — 1924), e na 12ª legislatura (1925 — 1927). Renunciou ao último mandato por ter sido eleito deputado federal à 13ª legislatura (1927 — 1929), sendo reeleito à 14ª legislatura (1930 — 1932), dissolvida em 1930. Professor universitário. Embaixador representante do Brasil nas festas dos oito séculos de Portugal. Considerado grande orador e contador de “casos”. Sobre ele, escreveu Antonio Carlos Vilaça, em O Livro dos Fragmentos, 2005 (aqui vão reunidos trechos pinçados dessa obra): “Dele, dizia-se que seria um novo Rui Barbosa. Não foi… Caiu na rotina. E a rotina o asfixiou. Foi vice-presidente da (Companhia) Belgo-Mineira. Homem vivido, parecia bonachão. Dizedor de frases brilhantes, frasista célebre. Muito amigo de Augusto Frederico Schmidt. Conhecia o Rio todo Getúlio o nomeou com Pedro Calmon e Pedro Leão Veloso para a Conferência de Chapultepeque, no México, 1945. Foi um momento de glória. Solteirão, viveu os últimos anos recolhido em sua casa da rua das Laranjeiras, sempre luminoso, curioso, irreverente, interessado pela vida política, que parecia seu destino.” Pesquisa efetuada diz que sua biblioteca, por ocasião de sua morte, foi doada à Universidade Federal de Santa Catarina. Membro da Academia Catarinense de Letras (primeiro ocupante da Cadeira 11) e do Colégio Brasileiro de Genealogia, entre outros. Sobre ele, Licurgo Costa escreveu o livro O Embaixador de Ariel. É nome de escolas, ruas e biblioteca municipal. Publicou: O Papa como pessoa de direito internacional; Discursos de minha terra; Os principais estadistas do segundo império.