CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia: Gilson Caldwell do Couto Nazareth
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Gilson Caldwell do Couto Nazareth

Nasceu no Rio de Janeiro em 6 de março de 1936. Formado em Filosofia, Mestre em Filosofia da Educação pelo IESAE da Fundação Getúlio Vargas (dissertação: Fundamentos Epistemológicos de Museologia) e Doutor pela Escola de Comunicação – ECO da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, com tese sobre comunicação do poder hegemônico no Brasil Colonial. Funcionário Público, jornalista, Professor universitário de Metodologia de Pesquisa Científica, pesquisador dos grupos de estudos e trabalhos “Teoria das Estruturas Sociais” e “Estrutura Social Brasileira”, ambos do CETMC – Centro de Estudos de Teorias Matemáticas da Comunicação da ECO – Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trabalhou com o casal de cientistas Parnes, na criação da primeira Faculdade de Arqueologia do país.

Sua primeira experiência no jornalismo foi com apenas nove anos. Na época, agitava um jornal mural na cidade de São João da Barra – RJ. Trabalhou mais tarde em rádios como a Roquette Pinto, onde apresentava o programa “Fala João do Rio”, e jornais, entre outros o Jornal do Catete e Folha de Laranjeiras. Hoje assina a revista eletrônica João do Rio, assim batizada em homenagem a João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto ou simplesmente Paulo Barreto, irreverente e corajoso fundador do jornalismo carioca que assim se nomeava. A revista tem uma seção genealógica de sua autoria, presente em cada número.

Quando trabalhou na Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, dirigiu a Casa de Cultura de Laranjeiras – bairro carioca onde reside há quatro décadas. É o grande animador cultural da região, tendo fundado a primeira galeria de arte do bairro, sem nenhuma surpresa de nome Galeria Paulo Barreto, que funciona na sede da AMAL – Associação de Moradores e Amigos de Laranjeiras. Além de promover a cultura na região, é membro ativo da Associação, colaborando com os projetos de segurança pública e urbanismo.

É dono de um arquivo de mais de trinta mil fichas genealógicas, feitas a partir de  documentação primária do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e da Biblioteca Nacional.  Essas fichas, que indicam com precisão os volumes, coleções e pastas de origem dos documentos consultados, vêm sendo confeccionadas desde a década dos novecentos e cinquenta. Diz o “Dicionário das Famílias Brasileiras”: “possui, também, uma biblioteca genealógica considerável. Seus apontamentos genealógicos e seus estudos apresentam, nitidamente, preocupações antropológicas e sociais sobre a ‘família brasileira“.

Faleceu no Rio de Janeiro a 20 de setembro de 2016.