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Fidalgos Portugueses que integraram a Armada da Restauração da Bahia de 1624
Por Carlos Eduardo Barata

Estas são anotações do historiador Mello Moraes, pai, datadas de 1886, referentes à Invasão Holandesa na Bahia. Contêm uma valiosa listagem dos fidalgos portugueses que vieram na Armada da Restauração da Bahia, entre 1624 e 1625. A lista, com os nomes de 151 fidalgos, aparece dividida em duas seções: a primeira, que intitulou "Os casados que partiram para a Bahia", onde constam os nomes de 31 indivíduos; e, a segunda, bem maior, com os 120 nomes restantes, intitulou "Fidalgos solteiros que embarcaram para a restauração da Bahia"

Eis a primeira parte dos Fidalgos Portugueses que integraram a Armada da Restauração da Bahia de 1624, na esperança de que seu conteúdo possa ser de algum valor aos que estudam as raízes das famílias baianas e nordestinas. No mínimo, faço votos de que pelo menos sejam informações curiosas.

Acrescento notas minhas a essa listagem.


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A NOBREZA PORTUGUESA NO SOCORRO À BAHIA 1624

Mello Moraes (1886) , com notas de Carlos Barata

Parte I

CXLII. Em honra de Portugal, lembrarei que foram os fidalgos portuguezes os primeiros que se apresentaram a Embarcar para a Bahia com o fim de a restaurar do poder hollandes, sem attenção á posição social e nem ao estado de casado ou de solteiro.

CXLIII. Os casados que partiram para a Bahia foram

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D. MANUEL DE MENEZES, general da armada real;

Nota: Foi Dom Manuel de Menezes fidalgo de muitas prendas, e foi Capitão das naus da Índia no ano de 1620, e no de 1625.

Sendo General da Armada de Portugal ajudou na tomada da Bahia, que os Holandeses tinham tomado.

Filho de Dom João de Menezes e de D. Madalena da Silva filha de Luís da Silva que mataram os Mouros, sendo Capitão de Tânger.

Deixou geração do seu casamento com Dona Luísa de Moura,  filha de Francisco de Moura.

Alguns dos seus valorosos fidalgos faleceram no naufrágio que teve a sua armada.

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D. FRANCISCO DE ALMEIDA, almirante e mestre de campo de um terço;

Nota: Dom Francisco de Almeida, Almirante da Armada da Restauração da Bahia, e Governador de Mazagão. Filho de Dom Antonio de Almeida, Veador da Rainha D. Catarina, e Pajem do Infante D. Luiz, e sua segunda mulher Brites de Mendonça.

Deixou geração do seu casamento com D. Angela de Melo, filha de André Pereira, Senhor de Carvalhaes, e de D. Felipa de Melo. Foram avós de Angela de Melo, nascida por volta der 1640 e falecida em 1720, Dama de Honra da Rainha D. Maria Sofia e primeira viscondessa de Asseca, casada a 08.1666, com o Mestre de Campo Martim Correia de Sá, nascido a 06.09.1639 e falecido a 28.10.1674, na Vila de Setúbal, e jaz sepultado no Convento de São Domingos da dita vila Mestre de Campo do terço de Moura e de Setúbal. Achou-se no Assalto de Badajoz, em que foi gravemente ferido. Se achou na Batalha de Montes Claros. Se achou na Batalha do Amexial. Serviu com satisfação na Guerra do Alentejo. Foi o Primeiro Visconde de Asseca, por mercê de 15.01.1666, do Rei D. Afonso V. Proprietário de terras entre Cabo Frio e o Espírito Santo.

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D. AFFONSO DE NORONHA, do Conselho de Estado;

Nota: Dom Afonso de Noronha, Capitão de Ceuta e Tanger. Capitão Mor das Naus da Índia no ano de 1597. Ocupou vários postos e foi General da Armada. Capitão Mor da Armada que foi correr no ano de 1617. Capitão na Restauração da Bahia, em 1624.

Foi nomeado Vice-Rei da Índia, que não chegou a Governar. Membro do Conselho de Estado do Rei D. Felipe IV. Comendador de São João da Castanheira e outras.

Filho de Dom Miguel de Noronha, Comendador de Ollalhas da Castanheira, e São Martinho de Ranhados, na Ordem de Cristo, e de D. Joana de Vilhena.

Deixou geração do seu casamento com sua parenta, Dona Arcangela Maria de Portugal, filha de Dom Pedro de Noronha, VII Senhor de Vila Verde, e de Dona Catarina de Ataíde.

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LUIZ ALVES DE TAVORA, Conde de S. João;

Nota: Dom Luiz Alvares de Távora, , que foi feito primeiro Conde de São João da Pesqueira por mercê do Rei D. Felipe III, no ano de 1611, por Carta passada a 21 de março do dito ano, registrada no Livro 34, fol. 12 da sua Chancelaria. Título de origem toponímica tirado de uma das muitas vilas, de que era Senhor.

Filho de outro Luiz Alvares de Távora, Alcaide-Mor de Miranda, Senhor de Mogadouro, e do Conselho do Rei D. Sebastião, e de Dona Leonor Henriques.

Deixou geração do seu casamento com Dona Marta de Vilhena, filha de Joanne Mendes de Oliveira, Senhor do Morgado de Oliveira, e de Dona Brites de Vilhena . Foram pais de D. Antonio Luiz de Távora, II Conde de São da Pesqueira, XVI Senhor da Casa de Távora, e avós de D. Luiz Alvares de Távora, III Conde de São da Pesqueira, que foi feito o I Marquês de Távora, por Carta Passada em Lisboa a 18.08.1669, lançada no Livro 26, fol.25, da Chancelaria do Rei D. Pedro III.

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D. AFFONSO DE PORTUGAL, Conde de Vimioso;

Nota: Dom Afonso de Portugal, nascido em 1591, e falecido a 4 de agosto de 1649, sendo sepultado em São José de Riba Mar, jazigo de sua casa. Filho de D. Luiz de Portugal, IV Conde de Vimioso, por mercê do Rei D. Felipe I, e de D. Joana de Mendonça.

Foi do Conselho de Estado e Guerra. Capitão General de todo o Reino, posto que exercitou somente na Província do Alentejo. Senhor de Vimioso e de Aguiar. Donatário da Capitania de Machico, na Ilha da Madeira, e de Santiago de Androens, e de São Miguel de Souto, todas na Ordem de Cristo. V Conde de Vimioso, título que já portava em 1616. Em 1619, quando D. Filipe III celebrou as Cortes na Cidade de Lisboa, entre os presentes estava o V Conde de Vimioso, sendo um dos Procuradores por parte da Nobreza.

Passou depois a Madri, no tempo em que já reinava o Rei D. Felipe IV, quando chegou a notícia de que os holandeses haviam ocupado a cidade de Salvador, na Bahia, então capital do Estado do Brasil. Seguindo o exemplo dos seus maiores, que lhe serviam de estímulo, embarcou na Armada da restauração da Bahia no ano de 1625, deixando mulher e filhos.

Retornando à Portugal, teve em reconhecimento dos seus feitos, o assentamento de Conde parente, e com o título de Conde de juro, e herdade, conforme a Lei Mental, com a melhora de uma Comenda de dois a três mil cruzados, tudo por Portaria de 09.12.1629, passada em Madri. Foi, depois, agraciado por Carta de 06.09.1643, com o novo título de I Marquês de Aguiar, por mercê do Rei D, João IV, lançado no Livro 17, fl.114, da Chancelaria do mesmo rei.

Com geração do seu casamento, outorgado em Lisboa, a 19.11.1616, com Dona  aria de Mendonça, filha de D. Cristóvão de Moura, I Marquês de Castelo Rodrigo, que já encontrava-se morto por ocasião deste matrimônio, sendo seu Procurador seu irmão  D. Manuel de Moura Corte-Real, Conde de Lumiares.

Foram pais de D. Miguel de Portugal, VII Conde de Vimioso, que foi casado com Dona Maria Margarida de Castro e Albuquerque, filha de Duarte de Albuquerque Coelho, Senhor da Capitania de Pernambuco, que também consta desta lista dos que vieram combater na Bahia, no ano de 1624.

Entre os descendentes de Dom Afonso de Portugal, registro ainda o seu terceiro neto, D. Afonso Miguel de Portugal, nascido a 08.05.1748, X Conde de Vimioso e Marquês de Calença, que serviu o cargo de Capitão e Governador da Bahia.

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D. DUARTE DE MENEZES, Conde de Tarouca;

Nota: Dom Duarte de Menezes, foi o III Conde de Tarouca, filho de Dom Luiz de Menezes, II Conde de Tarouca, e de sua segunda esposa, Dona Lourença Henriques.

Retornou a Portugal e, depois da Aclamação do Rei D. João IV [01.12.1640], passou a Castela, onde o fizeram Marquês de Penalva. Deixou geração do seu casamento com Dona Luiza de Castro, filha de D. Estevão de Faro, I Conde de Faro em Alentejo.

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MARTIM AFFONSO DE OLIVEIRA DE MIRANDA, Morgado de Oliveira;

Nota: Martim Affonso de Oliveira de Miranda, que sucedeu na Casa de seus pais, tornando-se o X Senhor do Morgado de Oliveira e Patameira. Sucedeu, também, nas Comendas que tinha seu pai na Ordem de cristo. Foi despachado por Capitão de Galeões para a Índia e depois na Armada da Restauração da Bahia, onde morreu de uma bala de artilharia, na cidade de Salvador, no ano de 1625.

Filho de Joane Mendes de Oliveira, Senhor dos Morgados de Oliveira, e Mirandas, Comendador da Ordem de Cristo, e de D. Brites de Vilhena. Com geração do seu casamento, cujo contrato matrimonial celebrou-se na Cidade de Lisboa a 15.09.1598, com Dona Helena de Lencastre; segunda filha de D. João da Silveira, herdeiro da Casa de Sortelha, e de D. Madalena de Lencastre.

Entre os seus descendentes, cabe registrar seu tio, Diogo Luís de Oliveira, irmão de seu pai, que foi Capitão das Armadas da Flandes, e Governador do Brasil.

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DUARTE DE ALBUQUERQUE, Senhor de Pernambuco;

Nota: Duarte de Albuquerque Coelho nasceu a 22 de dezembro de 1591, em Lisboa, e faleceu a 24 de setembro de 1658, em Madri, Espanha. Filho do General Jorge de Albuquerque Coelho, 3.º Senhor da Capitania de Pernambuco, e de sua segunda esposa D. Ana de Menezes.

Foi o 4.º Senhor da Capitania de Pernambuco, por Carta de Confirmação de 2 de julho de 1603. Acompanhou a Armada da Restauração da Bahia, em 1624; retornando em 1631, para combater na defesa do que restou da sua capitania.

Foi agraciado em Portugal, com o título de I Conde de Pernambuco, no ano de 1632.

Casado com D. Joana de Castro, falecida a 2 de abril de 1631, filha de D. Diogo de Castro, I Conde de Bastos, e de D. Maria de Távora. Tiveram uma única filha, D. Maria Margarida de Castro e Albuquerque, que foi casada com o Conde de Vimioso, D. Miguel de Portugal, que também veio para o Brasil em 1624 integrando a armada da restauração da Bahia- citado acima.

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D. HENRIQUE DE MENEZES, Senhor de Louriçal;

Nota: D. Henrique de Menezes, Senhor do Louriçal, Comendador de Santa Cristina de Serzedelo na Ordem de Cristo.

Filho de D. Fernando de Menezes, Senhor do Prazo do Louriçal, Comendador de Alcácer, na Ordem de Santiago, Gentil Homem de Boca do Rei D. Felipe IV, e Governador do Algarve. Era irmão de D. Diogo de Menezes, I Conde da Ericeira.

D. Fernando de Menezes faleceu em maio de 1635, sem ter se casado. Teve o filho D. Henrique de Menezes, além de outra filha, da sua união com D. Isabel de Castro, filha de Alvaro Peres de Andrade e de D. Guiomar de Castro.

Com geração do seu casamento com D. Margarida de Lima, filha de João Gonçalves de Ataíde, IV Conde de Atouguia, e da Condessa D. Maria de Castro.

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D. ALVARO COUTINHO;

Nota: Dom Alvaro Coutinho, que achou-se na Restauração da Bahia e Pernambuco, era filho bastardo de Dom Fernando Coutinho, Marechal do Reino, Alcaide Mor de Pinhel e Vila Franca, em Portugal, e Senhor e Comendador da Vila da Graciosa.

Sobreviveu à Guerra, e permaneceu no Brasil, onde casou e deixou descendência.

Teve uma filha, Dona Maria Coutinho de Lencastre, que foi casada com Dom Francisco Nesper, Fidalgo Francês, e Governador de Abrantes. Este último casal, teve dois filhos, entre eles, Dom Francisco Nesper que esteve duas vezes na Índia, e foi Governador da Nova Colônia no Rio da Prata.

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D. ANTONIO CORRÊA;

Nota: Infelizmente, somente com esta indicação, fica quase impossível identificar este fidalgo.

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D. ANTONIO DE CASTELLO BRANCO;

Nota: Infelizmente, somente com esta indicação, fica quase impossível identificar este fidalgo.

Existe possibilidade de ser D. Antonio de Castello Branco, que foi Senhor de Pombeiro e pai do 1.º Conde de Pombeiro. Este D. Antonio foi senhor da casa de seu pai, e Morgados de Pombeiro de que foi XII Senhor. Comendador de Almendoa na ordem de Cristo. Nas notas que pude apurar deste personagem da casa de Pombeiro, não há nenhuma dica que possa ligá-lo ao homônimo que esteve na restauração da Bahia, em 1624.

Uma segunda possibilidade, e que me parece mais provável que a anterior, é identificá-lo com outro D. António de Castello Branco, Comendador de Monte Corvo, que foi bom Cavaleiro na Índia onde se achou em várias ações. Este encontra-se no tema. Foi lutador. Também se encaixa cronologicamente, sendo filho de D. Simão de Castello Branco, neto de D. Pedro de Castello Branco,cujo sogro D. Nuno Furtado de Mendonça, foi Aposentador Mor do Rei D. Afonso V [1438-1481].

Outra interessante passagem para este personagem, fica por conta de seu irmão, D. João de Castello Branco, que foi casado na Índia com D. Maria Pinheiro filha de um António Correia, o mesmo nome do fidalgo que antecede a este, cuja
memória ainda se encontra perdida.

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D. LOPES DA CUNHA;

Nota: Outro fidalgo que, na falta de maiores indicações, fica quase impossível identificar.

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RUY DE MOURA TELLES, senhor de Povoa;

Nota: Ruy de Moura Telles, senhor de Povoa, e Meadas. Comendador de São Miguel de Nogueira na Ordem de Cristo. Achou-se na restauração da Bahia no ano de 1625, ao lado de seu avô, D. Rodrigo Lobo - que segue adiante.

Depois na Aclamação do Rei D. João IV [01.12.1640]. Foi Governador e Capitão General da Praça de Mazagão. Vedor da Casada Rainha Dona Luiza, e depois seu Estribeiro mor. Membro do Conselho de Estado. Vedor da Fazenda e Presidente do Desembargo do Paço. Filho de Antonio de Moura, Senhor de Povoa, e Meadas, Comendador de São Miguel de Nogueira na Ordem de Cristo, do Conselho do Rei D. Felipe II, e de D. Luiza da Silveira, filha de D. Rodrigo Lobo, Senhor de Sarzedas.

Com geração do seu casamento com D. Luiza de Castro, filha de D. Francisco Rolim de Moura, XIV Senhor de Azambuja, e de Cecília Henriques. Tiveram uma única filha herdeira, D. Luiza de Castro, falecida em 1659, que foi casada com Nuno de Mendonça, II Conde de Val de Reis.

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D. JOÃO DE SOUZA, alcaide-mor de Tomar ;

Nota: D. João de Souza, que sucedeu seu irmão na Casa da Família, e foi Alcaide-mor e Comendador de Tomar por mercê do Rei D. Filipe II. Filho de Dom Leonardo de Souza, Capitão mor da Armada, que passou à Indiano ano de 1556, e de Ines de Lafetá.

Casado com D. Ana de Mendonça, viúva de Francisco de Távora, Reposteiro mor do Rei D. Sebastião, morto na batalha de Alcácer Quibir, em 1578. Filha de Luiz da Silveira e de D. Branca de Mendonça.

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D. FRANCISCO DE PORTUGAL;

Nota: Dom Francisco de Portugal, filho de Dom Manuel de Portugal e de D. Maria de Vilhena, filha de D. Henrique de Meneses, Governador da Casa do Cível. Era primo de Dom Afonso de Portugal, IV Conde de Vimioso e I Marquês de Aguiar (citado acima), e de D. João de Portugal (citado adiante), ambos integraram a Armada da Restauração da Bahia, em 1624.

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PERO DA SILVA, governador que foi da Mina;

Nota: Outro fidalgo sem maiores indicações para poder identificá-lo. Cabe esclarecer que Mina, localidade da qual foi governador, nada tem haver com Minas Gerais.

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JOÃO DA SILVA TELLES DE MENEZES, coronel de Lisboa;

Nota: João da Silva Telo de Menezes, falecido em Moçambique em 1651, onde jaz enterrado. Foi XI Senhor de Vagos, 1º Conde de Aveiras. Filho de Diogo da Silva e de D. Margarida de Meneses, filha de João Teles de Meneses, Governador de Lisboa

Em 1625 encontrava-se na Bahia, na guerra da restauração. Alcaide-mor de Lagos e capitão-general do Algarve. Nomeado Governador de Mazagão em 23.03.1623. Consta da listagem que, em 1624 teria vindo nas lutas da Restauração da Bahia. Vice-Rei da Índia, para onde partiu a 26.03.1640, e donde voltou a 26.08.1646, Regedor das Justiças, 2ª vez Vice-Rei da Índia, com promessa do título de Marquês de um dos lugares, de que era donatário, e do Ofício de Regedor por carta de 09.02.1650, passada em Lisboa, saindo de Lisboa a 21.04.1650, e falecendo no ano seguinte, em Moçambique.

Por Carta de 24.02.1640, foi agraciado com o título de I Conde de Aveiras, registrado no Livro 37, pág. 33, da Chancelaria, e depois, por outra Carta de 09.02.1650, tornou-se este título de juro e herdade para todos os seus sucessores, conforme consta da Chancelaria de D. João VI, livro 15, fol. 265.

Membro do Conselho de Estado e Guerra do Rei D. Felipe IV, e do Rei D. João IV.

Comendador de Arouca na Ordem de Cristo, e de Moguelas na Ordem de Santiago.

Com geração do seu casamento com sua prima D. Mariana da Silveira que faleceu em 15.08.1666 filha de Rui Teles de Meneses e Silva, VIII Senhor de Unhão e sua esposa D. Mariana da Silveira. Foram avos de Dona Constança de Portugal, casada com  Antonio Luiz da Câmera Coutinho, Almotacer Mor do Reino, Senhor da Capitania do Espírito Santo, no Brasil, que vendeu à Coroa. Foi, também, Governador de Pernambuco, e Capitão General do Estado do Brasil. Faleceu na Bahia, em 1702.

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ALVARO PIRES DE TAVORA;

Nota: Alvaro Pites de Távora, genealogista, Senhor do Morgado de Caparica, teve duas Comendas na Ordem de Cristo e das Entradas na Ordem de Santiago. Falecido a 07.07.1640.

Filho de Rui Lourenço de Távora, nascido em 1552, Senhor do Morgado de Caparica, Capitão de Cavalos [1589], Governador do Reino do Algarve, Vice Rei da Índia [1608], falecido a 19.06.1616. Alvaro Pires de Távora, deixou geração do seu casamento com D. Maria de Lima, filha de D. Lourenço de Lima, VII Visconde de Vila Nova da Cerveira.

Entre os descendentes do casal, registro: o filho, Ruy Lourenço de Távora, que acompanhou seu pai na Armada da Restauração da Bahia em 1624 - item seguinte; e o neto, D. Alvaro da Silveira, Comendador de Santa Maria de Sortela, e São Martinho de Lordelo, na Ordem de cristo, que foi Governador do Rio de Janeiro.

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RUY LOURENÇO DE TAVORA, governador que foi do reino do Algarve e vice-rei da Índia;

Nota: Rui Lourenço de Távora, Senhor do Morgado da Caparica, e teve as Comendas de seu pai, Alvaro Pires de Távora, citado no item anterior. Serviu na guerra da Aclamação contra Castela na Província de Alentejo, onde foi Capitão de Cavalos e Mestre de Campo. Sendo do Terço novo de Lisboa, foi morto por uma bala na cabeça, no assalto de Badajoz, no ano de 1657.

Casado duas vezes.

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D. ANTONIO DE MENEZES;

Nota: Capitão Dom António de Menezes; achou-se na Restauração da Bahia. Era Comandante de um Galeão da Armada, que teve o infortúnio de ver morrer afogado um dos seus fidalgos, Nuno da Cunha - citado adiante.

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LUIZ CESAR DE MENEZES, filho e herdeiro de Vasco Fernandes Cesar, provedor dos armazéns de El-rei;

Nota: Luiz Cesar de Menezes, que sucedeu na casa de seu pai, e faleceu a 12.08.1666. Integrante da Armada da Restauração da Bahia de 1624. Foi Alcaide-Mor de Alenquer. Comendador de Lomar, e de Rio Frio na Ordem de Cristo. Provedor dos Armazéns e Armadas. Alferes Mor do Reino, de que lhe fez mercê D. Afonso VI.

Filho e herdeiro de Vasco Fernandes Cesar, do Conselho do Rei, Provedor dos Armazéns e Armadas do Reino, General de Artilharia, Alcaide-mor de Alenquer, falecido a 24.12.1640; e de D. Ana de Menezes, falecida a 16.12.1638.

Luiz Cesar de Menezes era irmão Pedro Cesar de Menezes, Governador e Capitão General de Angola [1639], que deixou um filho natural do mesmo nome, Pedro César de Menezes, Capitão de Cavalos, Comissário Geral da Cavalaria, Mestre de Campo e um terço de Infantaria no Exército de Alentejo, e Governador e Capitão General do Maranhão.

Luiz Cesar de Menezes era ainda irmão de D. Cecília de Menezes, casada com D. Pedro de Castelo Branco, primeiro Conde de Pombeiro, cuja família também teve representante na Armada da Restauração da Bahia, em 1624,
conforme já foi dito acima.

Deixou geração do seu casamento com D. Vicência Henriques, filha de Manuel de Melo, Monteiro mor do Reino, Embaixador Extraordinário de Portugal na França, e de D. Guiomar Henriques.

Entre os seus descendentes, cabe registrar:

  1. o neto, Luiz Cesar de Menezes, Alcaide mor de Alenquer, Alferes mor do Reno, Capitão de Cavalos na Corte Portuguesa, e depois Governador do Rio de Janeiro, e Capitão General do Estado do Brasil. Falecido a 20.02.1720;
  2. a bisneta, Ines de Lencastre, nascida a 10.11.1678, e casada a 10.04.1697, com Diogo Corrêa de Sá, III Visconde de Asseca, Alcaide mor do Rio de Janeiro;
  3. o bisneto Vasco Fernandes Cesar de Menezes, nascido a 16.10.1673, I Conde de Sabugoza, que passou por Vice-Rei do Estado do Brasil no ano de 1721;
  4. o bisneto Rodrigo Cesar de Menezes, nascido a 11.07.1675. Coronel e Brigadeiro de um dos Regimentos de Infantaria da Corte de Lisboa, e depois Governador e Capitão de São Paulo, e no seu distrito descobriu as Minas de Cuiabá. Foi nomeado General de Batalha em 1735, e faleceu em 1738.

Finalmente, Luiz Cesar de Menezes é sobrinho de Pero Cesar d'Eça, que vem citado no item seguinte, também acompanhando a Armada da Restauração da Bahia de 1624.

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PERO CESAR D' EÇA;

Nota: Pedro Cesar d'Eça, integrante da Armada da Restauração da Bahia de 1624, serviu também na África e ficou cativo, custando o seus resgate  46 mil cruzados.

Filho de Luiz Cesar de Menezes, Provedor dos Armazéns, Comendador da Ordem de Cristo, no tempo do Rei D. João III e D. Sebastião, homem muito rico, e de D. Cecília de Eça ou Cecília de Castro, filha de Fernão de Castro Alcaide Mor de Melgaço. Este Luiz Cesar de Menezes, é irmão do General Vasco Fernandes Cesar, Provedor dos Armazéns e Armadas do Reino, portanto tio do outro Luiz Cesar de Menezes, citado no item anterior, que também integrou a Armada da Restauração da Bahia de 1624.

Pedro Cesar d'Eça, deixou geração do seu casamento com D. Jeronima de Castro, filha. de Cristóvão Falcão de Souza Governador da Ilha da Madeira.

Finalmente, Pedro Cesar d'Eça e seu sobrinho Luiz César de Menezes, são primos próximos de Francisco de Mello e Castro, que segue no item seguinte, que também os acompanhou na Armada da Restauração da Bahia em 1624.

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FRANCISCO DE MELLO E CASTRO, filho de Antonio de Mello, presidente da câmara de Lisboa e do conselho do Paço;

Nota: Francisco de Melo e Castro, integrante da Armada da Restauração da Bahia de 1624, serviu também na Índia, foi Cavaleiro de grande valor, Capitão Mor das Naus do estado da Índia e Almirante da Armada Real e General de Mar. Teve a Comenda da Alcaidaria Ruiva na Ordem de Cristo.

Filho de Antonio de Mello e Castro, Capitão das Naus da viagem da Índia, cargo em que foi morto pelos Ingleses na Ilha de S. Helena. Comendador de Fornellos. Presidente da câmara de Lisboa e Membro do conselho do Paço.

Foi  casado duas vezes: a primeira, com D. Isabel de Abranches do Algarve, filha de Martim Affonso de Mello, o Marafuz; e a segunda, com D. Angela ou Arcangela de Mendonça, filha de Fernão de Mendonça que se perdeu na Índia.

Francisco de Melo e Castro é primo próximo de Pedro Cesar d'Eça e de Luiz César de Menezes, citados nos itens anteriores, que também acompanharam a Armada da Restauração da Bahia em 1624. É também primo legítimo de  Jerônimo de Mello e Castro, que o acompanhou na Armada da Restauração da Bahia, em 1624, conforme segue adiante.

Entre os descendentes de Francisco de Melo e Castro e sua segunda esposa, cabe registrar o neto Caetano de Melo e Castro, que serviu na Índia no tempo em que seu pai foi Vice-Rei. Governador e Capitão General dos Rios de Sena, Moçambique e Sofala, nomeado em 1683. Regressou à Portugal em 1686. Nomeado Conselheiro de Estado e Governador de Pernambuco, em 1693. Vice Rei na Índia, nomeado a 13.02.1702, para onde foi em março do mesmo ano.

Em 1720 foi nomeado Vice-Rei do Brasil, onde permaneceu durante quinze anos, de 1720 a 1735. Durante sua administração, fundou na Bahia, junto com os grandes homens de letras daquele tempo, a Academia dos Esquecidos. Foram seus companheiros nesta empreitada: o chanceler Caetano de Brito de Figueiredo, o padre Gonçalo Soares da França, o juiz de fora Dr. Inácio Barbosa Machado, o capitão João de Brito Lima; José da Cunha Cardoso, o ouvidor do cível Luís de Sequeira da Gama e o historiador Sebastião da Rocha Pita.

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TRISTÃO DE MENDONÇA FURTADO, filho de Pero de Mendonça Furtado, do conselho de Estado da Índia;

Nota: Tristão de Mendonça Furtado, foi Comendador de Avanca. Governador de Chaul. Integrante da Armada da Restauração da Bahia de 1624.

Filho de Pero de Mendonça Furtado, Alcaide Mor de Mourão, do conselho do Rei D. João III, do de Estado da Índia, e de D. Teresa de Lima. Com geração do seu casamento com Maria de Albuquerque, filha de Lopo de Albuquerque, o Bode, e de Joana de Bulhões.

Entre os descendentes do casal, registram-se:

  1. o neto do mesmo nome, Tristão de Mendonça, que foi casado com Helena Manuel, filha de Henrique Muniz Barreto e de Maior Manuel, e neta de Antonio Muniz Barreto, Governador da Índia, mestre de  campo, que também esteve na Armada da Restauração da Bahia, em 1624, conforme segue adiante; e
  2. o terceiro-neto do mesmo nome, Tristão de Mendonça, Comendador de Avanca, Coronel de Infantaria e Cavalaria, que foi casado com D. Maior Manuel, falecida a 23.05.1686, Dama da Rainha D. Maria Francisca, filha de Pedro de Melo, que foi Governador do Rio de Janeiro.

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ESTEVÃO DE BRITO FREIRE;

Nota: Estevão de Brito Freire já havia estado na Bahia, em data anterior, na verdade, estava estabelecido na Bahia, onde se casara a 10.08.1592, em Salvador, com uma descendente do famoso Caramuru, D. Violante de Araújo, filha de Francisco de Araújo, natural de Ponte do Lima, e de sua mulher  Maria Dias Corrêa, filha de Vicente Dias de Beja, Fidalgo da Casa do Infante D. Luís, e de sua mulher D. Genebra Corrêa , filha do famoso Diogo Álvares Corrêa, O Caramuru, natural de Viana.

Presumo que por ocasião da invasão holandesa à Bahia, estivesse Estevão de Brito Freire a negócios em Portugal e, logo sabendo do ocorrido, juntou-se à Armada da Restauração da Bahia de 1624, e retornou para o seio de sua família, a fim de lutar com os seus, por sua nova terra.

Estevão tinha um irmão no Brasil, Vasco  de Brito Freire, proprietário de fazendas em Paraguaçu, Bahia, em 1618, nas quais havia administrador especial. Foi casado com Grácia Barbosa, filha de Gaspar Barbosa de Araújo e de Catarina Gil. Filhos de Gaspar de Brito, e de sua primeira esposa, D. Brites Godins, filha de Heitor Godins de Brito, de Évora, e de sua esposa D. Isabel Soares. Netos de outro Gaspar de Brito, Trinchante do Cardeal D. Afonso, e de D. Branca Freire, dando origem neste casamento ao duplo sobrenome Brito Freire.

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D. RODRIGO LOBO;

Nota: D. Rodrigo da Silveira Lobo, nasceu nos últimos anos do século XVI e  faleceu em Goa a 03.01.1656, sendo sepultado na capela-mor da igreja do convento de S. Domingos.

Filho de D. Luís Lobo da Silveira, Senhor de Serzedas e dos direitos reais de Sobreira Formosa, e de D. Joana de Lima. Foi Conselho de Estado do Rei D. Afonso IV. Governador e Capitão General de Tânger. Integrou a Armada da Restauração da Bahia de 1825, ao lado de seu neto, Ruy de Moura Telles, senhor de Povoa, e Meadas - citado acima.

Depois da Aclamação de D. João IV [01.12.1640], presidiu o Senado da Câmara de Lisboa. Membro do Conselho de Guerra. Em 1644 foi nomeado capitão de Ceilão. Vice Rei na Índia, em 03.03.1655, falecendo no ano seguinte, em Goa. Foi 1º Conde de Serzedas, por carta passada a 21 de Outubro de 1630, registrada na Chancelaria do Rei D. Felipe III, Liv. 32 fls. 14.

Com geração do seu casamento com D. Maria Antonia de Vasconcelos falecida a 26.05.1677, filha de D. Miguel de Noronha, Conde de Linhares, Vice-Rei na Índia, e sua mulher D. Inácia de Meneses.

Entre os descendentes do casal, cabe registrar:

  1. o neto, Ruy de Moura Telles, que o acompanhou na Armada que seguiu para a Bahia em 1624; e
  2. a bisneta, Dona Teresa Marcelina da Silveira, IV Condessa de Sarzedas, falecida a 13.09.1747. Foi casada a 24.08.1721, com Antonio Luiz de Távora, Tenente General de Cavalaria, Brigadeiro, e Governador Capitão General de São Paulo, no ano de 1732, onde foi nomeado General de Batalha. Mestre de Campo General dos Exércitos de Sua Majestade. Faleceu nas novas Minas dos Tocantins em agosto de 1737.

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RUY BARRETO DE MOURA;

Nota: Outro fidalgo cuja identificação fica muito difícil pela falta de maiores informações.

Cronologicamente há possibilidades de ser um Ruy Barreto Rolim ou de Moura Rolim,  que serviu na Índia e foi Comendador de Castro Laboreiro. Filho de Manuel Barreto Rolim e de Jerónima Esparragoza de Sousa; neto paterno de outro Ruy Barreto, Estribeiro Mor do Rei D. Manuel, Comendador de Azambuja, e de Rodão, e bisneto de Jorge Barreto e de D. Leonor de Moura, origem do seu sobrenome Moura.

Com geração do seu casamento em Goa, com D. Catarina, senhora nobre criada e adotada por sua avo D. Maria de Eça.

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NUNO DA CUNHA;

Nota: Nuno da Cunha, teve o desgraçado destino de morrer afogado num Galeão da Armada comandado pelo Capitão Dom António de Menezes, quando ia para a Restauração da Bahia.

Era filho de João Nunes da Cunha, Senhor das terras e casa de seu pai e Comendador de S. Vicente da Beira na Ordem de Cristo, e de D. Vicência da Silva, cujo pai, Henrique Correia da Silva, foi Governador do Algarve.

Deixou geração do seu casamento com Dona Francisca de Lima filha de João Gonçalves de Ataíde, Conde de Atouguia, e de sua mulher Dona Maria de Castro. Tiveram, pelo menos, dois filhos, entre ele João Nunes da Cunha, que foi agraciado com o título de foi o Primeiro Conde de São Vicente por Carta do Rei D. Afonso VI passada a 2 de Abril de 1666 na Chancelaria do dito Rei Liv. 20 fl. 10 quando o mandou por Vice-Rei da Índia no ano de 1666 onde morreu em 1668.

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JERONYMO DE MELLO E CASTRO;

Nota: Jerônimo de Mello e Castro, parece ser o mesmo que foi primo legítimo de Francisco de Melo e Castro, que o acompanhou na Armada da Restauração da Bahia , em 1624, conforme já foi dito anteriormente.

Filho de Pedro de Mello e Castro e sua 4ª mulher. Senhor da Casa de seu pai, morador em Borba, Governador do Castelo de S. Filipe em Setúbal. Comendador da Comenda da Figueira na Ordem de Cristo.

Com geração do seu casamento com D. Brites de Castro ou D. Maria Josefa Corte Real, filha de João de Tovar Caminha, Vedor da Casa do Duque de Bragança D. João, Capitão Mor da Armada que no ano de 1588 passou a Índia.

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JOÃO DE MELLO.

Nota: Outro fidalgo cuja identificação fica muito difícil pela falta de maiores informações.

 

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